Comparativo – Scania R730 e Volvo FH16 700

Quando dois caminhões tão competitivos jogam em apenas uma posição, é necessário fazer comparações e testes de percursos, ainda mais porque carregam um caráter de exclusividade. Por isso, realizamos um duelo para medir o desempenho e o nível de tecnologia embarcada de carregam e, além disso, medimos a força dos dois caminhões que são os mais potentes da atualidade: o Scania R730 e o Volvo FH16 700.

Nesta reportagem, a proposta não é excluir ou desmoralizar um deles – ao contrário, é apresentar o que cada um pode entregar.

Ambos, nas subidas com até 5º de aclive, mantiveram um consumo moderado. Tanto o Scania quanto o Volvo executaram bom desempenho ao longo dos 10 quilômetros percorridos nesse trecho – em direção à cidade de Monseltaldreieck, na Alemanha. Contudo, ambos começaram a apresentar os primeiros sintomas de fadiga perdendo velocidade em 11ª marcha a 85km/h.

Na busca do desafio, o percurso se estendeu da montanha de Eifel, entre as cidades de Colônia e Frankfurt. As potências suecas obtiveram bom desempenho nos aclives das estradas B-412 e B-258. O percurso foi realizado duas vezes, a primeira de modo automático (sem kick-down ou função power) e o segundo, utilizando o modo manual. O resultado mostrou que o Scania foi um pouco mais veloz, porém, para isso ele teve um consumo superior de combustível. O mais interessante é que mesmo no modo automático a disputa de velocidade continuou aguçada. Evidentemente o V8 do Scania foi menos sensível ao giro em relação ao grandioso FH de 16 litros.

As curvas, em algumas etapas da estrada, evidenciaram também a diferença de dirigibilidade e comportamento na estrada. Nessa disciplina, os dois genes de alto nível foram bem, porém o Scania se deu melhor. O Volvo se manteve muito pouco atrás, praticamente com a mesma velocidade, contudo, o R730 ofereceu uma maior sensação de segurança, sendo mais estável em relação ao Volvo.

A sintonia da suspensão contribuiu para um efeito relaxante e descontraído a bordo da cabine Topline, favorecido também pela distância de entre-eixos, de 3700mm para 3600mm do Volvo.

Mesmo em uma rápida análise ou até em uma mais criteriosa, percebe-se que, ao contrário do desejado nesse duelo, esses caminhões são parecidos no ponto de vista estético. Os dois suecos possuem robustez, têm maior largura de retrovisores e, no caso do espelho frontal, o Volvo apresenta desvantagens por ser mais chanfrado, exigindo um longo suporte para a viseira de proteção do motorista contra os raios solares.

Os dois mecanismos de transmissão causam fascinação. A relação força/potência de uma subida bastante inclinada, mesmo com 40T de PBT, surpreende. Nessa etapa da avaliação, o Volvo FH16 apresentou um desempenho superior, gastando apenas 0,4 litros de diesel e 0,3 litros de Adblue.

O Scania, no mesmo trecho, não atingiu a marca do Volvo, mas, ainda assim se mostrou superior na média geral.

Especialmente na troca de marchas, o Volvo se manteve estável, sem perdas. O D16G apresentou em 1550 giros sua potência máxima, e para não ser diferente dele, o Scania V8 trabalhou com os mesmos 1550 rpm, porém, abaixo da marca de velocidade do Volvo 700CV. Nas primeiras marchas a distância continua estreita, enquanto o Scania tem seu torque máximo de 357mkgf, o Volvo possui 321 mkgf.

O Scania tem um posicionamento similar ao Volvo, no que diz respeito ao sistema Overdrive, mas o Scania apresenta uma transmissão de força simples.

O sistema de transmissão automático, I-Shift do Volvo e os dois pedais Opitcruise do caminhão da Scania, favorecem o desempenho dos gigantes. Por pouco quem levou vantagem foi o pesadão de Gotemburgo nos quesitos conforto e troca de marcha, mas o Scania passa na frete com a multifunção de troca de marchas no volante, acesso ao computador de bordo, entro outros mais.

Quanto ao habitáculo dos caminhões, está claro que há uma similaridade entre os modelos. Ambos são espaçosos, possuem compatimentos externos, acessibilidade fácil e confortável à bordo da cabine. Seguros na hora de sair do caminhão, contam com um acabamento bem feito, produzido com materiais sólidos e resistentes e, para finalizar, todo o conjunto resulta em sofisticação. O sistema de suspensão pneumática do banco do motorista do Volvo pode garantir uma posição que deixa o condutor mais reservado dentro da cabine.

Ainda mencionando o conforto interno do habitáculo, em ambos os gigantes é desejável. Eles possuem volante em couro e confortáveis assentos de mesmo material – contudo, no Volvo, o ajuste é elétrico. Sem custos extras.

Esses dois suecos ainda possuem atributos que os fazem reluzir ainda mais: alguns detalhes são produzidos com material cromado tanto por fora quanto no designe interior.

No mais, possuem, de série, alguns itens que contribuem com o conforto diário do motorista, como geladeira, ar-condicionado e cama.

No Volvo o banco do passageiro gira 180º, e esse é um detalhe que vale um custo adicional.

O sistema de segurança desses caminhões começa com ACC – sistema que auxilia o motorista a manter uma distância constante e segura do veículo à frente – até chegar nos faróis de xenon.

O Volvo, por sua vez, apresenta ainda mais itens de segurança, em relação ao seu adversário, um exemplo disso é o sistema de orientação de faixa de rolagem que alerta o motorista sobre a presença de outros carros na troca de pista.

Basicamente, as duas cabines são espaçosas e apresentam uma série de acessórios. São quase nulos os níveis de ruídos internos e externos graças a proteção acústica, o que faz toda diferença para o motorista que percorre longas viagens.

A busca por um campeão foi em vão. O Volvo FH16 700 é pouca coisa mais lento e econômico que o Scania R730, e este por sua vez apresenta uma dirigibilidade um pouco mais ofensiva quando o assunto é média de velocidade. Mas quem sabe, talvez seja impossível imaginar um duelo de gigantes em que um deles tenha mais vantagem.

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